Verde e Yellow – A esperança de um Brasil melhor através das bicicletas


​​Nessa terra, Brasil, após quinhentos anos de legado, onde resumidamente herdamos um espelho, uma bíblia e um idioma, inicia-se uma tentativa de amadurecimento da sociedade, assim como certamente ocorreu no velho continente, nós brasileiros, começamos a colher bons frutos da nova era de aquário, ampliando as possibilidades de uma vida mais saudável com a proposta da quebra do sedentarismo e a prática do minimalismo.


A popularidade de empresas com iniciativas que visam beneficiar o convívio coletivo através do compartilhamento, vem aumentando! Logicamente com uma oportunidade de negócio embutida, mas que não os desqualificam, levando em consideração que trazem modelos de reuso, inclusão social e propõem menor agressividade ao meio-ambiente.


Nesse caso, podemos dizer que a bicicleta, inspirada no século XV por Leonardo da Vinci e construída três séculos depois pelo francês Pierre Michaux, por si só é encantadora, poética em suas curvas e harmoniosa em nossa história, pois supre a necessidade de locomoção de forma prática, propicia momentos de prazer e até possibilita o aumento da criatividade através de uma meditação ativa... agora, imaginem muitas delas espalhadas pela cidade, "livre, leve e soltas"? Sim, a “Yellow” – empresa que aluga além de patinetes, bicicletas via aplicativo – quebra barreiras e aposta o seu capital, disponibilizando bicicletas para o uso coletivo que não são presas em postos específicos e permitem maior adesão da sociedade.


Sei que na sua cabeça brotam questionamentos sobre a idoneidade do brasileiro e será que estamos prontos? Também não sei, mas ao menos é uma oportunidade para acreditarmos em mudanças e vibrarmos a favor dessa onda de AMOR sobre duas rodas, que vem se propagando desde as construções de ciclovias por governos mais sensíveis, até com algumas poucas campanhas aos motoristas para terem respeito pelos ciclistas no trânsito.


No primeiro momento, as bicicletas amarelas (Yellow) semeadas pela cidade chocam o público de forma introspectiva, pois os mesmos se assustam com a facilidade de alguém furtá-las, mas em questão de segundos os olhos brilham como se estivessem em um jardim florido e se encantando com cada pétala de flor... Uma bicicleta aqui, outra ali e outras acolá. Esse mesmo público obtém um grande potencial de preservar essa cultura e se tornarem usuários assíduos, pois ao se depararem com várias amarelinhas espalhadas em pontos distintos de uma metrópole cinzenta, prática e hostil, materializam a esperança de um país melhor e notam a necessidade de se fechar menos e confiar mais no próximo. Sim, CONFIAR, um tema polêmico em tempos que influenciadores populares fazem campanhas e confundem os valores humanos com a privação da liberdade, os serviços compartilhados aumentam gradativamente e já criam ambientes agradáveis, assim como o exemplo do poderio intelectual das bibliotecas que são totalmente inclusivas e estão espalhadas por todo o mundo desde antanho.


De olho na realidade e de pé firmado ao chão, alguns cuidados com a segurança do bem material foram tomados pela empresa, tais como uma trava na roda evitando a utilização anônima e irregular, uma boa parte das peças da bicicleta são exclusivas e não servem para revenda no mercado ilícito e o rastreamento pela tecnologia do GPS provê a localização das bicicletas em caso de crise de “possessividade extrema”. Esse zelo pelo patrimônio e talvez uma mudança da nossa postura já refletem positivamente em indicadores iniciais divulgados pela empresa que provam estarem no caminho certo. Amém!


Se formos analisar o famoso dito popular onde “a ocasião faz o ladrão”, vemos que esse ditado é cercado de “autojulgamentos por àqueles de condutas vulneráveis”, mas prefiro, assim como o Machado de Assis, discordar e acreditar que NÃO tornaremos ladrões diante de qualquer ocasião. E dessa forma, havendo bicicletas disponíveis para o uso compartilhado do cidadão que dispõem de um smartphone e alguns poucos reais de crédito vinculado ao aplicativo, observo sim uma saída em irmos contra a corrente cultural dos grandes centros encarcerados em muros altos, grades, alarmes e prover uma over dose de ocasiões, ditas oportunidades à aqueles de más intenções, ocultas ou explícitas, até que esses mesmos se corrompam para o bem e percebam que se banhar de um vida integra é muito mais fácil.


Que assim seja a profetizado!



"Pasaron junto a mí las bicicletas, los únicos insectos de aquel minuto seco del verano, sigilosas, veloces, transparentes: me parecieron sólo movimientos del aire..."

Trecho: Oda a la bicicleta (Pablo Neruda, 1956)




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